Controle de contaminação utilizando a tecnologia de salas limpas

Dentre outras funções, o principal objetivo de uma sala limpa é reduzir o controle de contaminação do ambiente, seja ele de natureza física, química ou microbiológica. Contando com uma tecnologia que combina filtragem de ar, controle de parâmetros ambientais, e a utilização de materiais com baixa emissão de partículas.

Nos dias de hoje esta tecnologia é essencial para diversos segmentos, como: indústria farmacêutica, componentes microeletrônicos, centros cirúrgicos, indústria automobilística, indústria veterinária, entre outros.

Com o passar do tempo houve um grande progresso na utilização desta tecnologia, tanto nos conceitos utilizados, quanto nas áreas de aplicação. Pensando no exemplo da indústria farmacêutica, que antigamente utilizava estes ambientes para evitar a contaminação microbiológica, e atualmente possuem salas modernas com o objetivo de evitar qualquer tipo de contaminação, seja microbiológica ou cruzada.

É preciso garantir a qualidade dos produtos, através de um processo que proporcione  segurança e confiabilidade, independente de testes de controle. Pensando nisto, tecnologias como de salas limpas são ideais para garantir que estes requisitos sejam cumpridos.

Alguns critérios devem ser seguidos para garantir o controle de contaminação

  1.  Desenvolvimento do projeto dentro dos parâmetros necessários que garantam funcionalidade e segurança. De acordo com as leis vigentes, considerando politicas governamentais de controle de ar e água, bem como obrigatoriedades na construção e operação.
  2. Nível de limpeza: É preciso saber qual a quantidade mínima de partículas permitida no ambiente. Este quesito pode sofrer alterações dependendo do processo produtivo.
  3. Regime e direção do fluxo de ar: Esta opção está diretamente relacionada ao nível de limpeza desejada. Em níveis de limpeza acima de classe 100 o fluxo não é unidirecional. Referente a direção pode ser horizontal ou vertical, sendo que o horizontal não é aconselhável quando trata-se de produtos tóxicos que precisa proteger também o operador.
  4.  Parâmetros ambientais críticos: Visando proporcionar conforto para o operador, segurança para o processo e inibição do crescimento microbiológico, é preciso pensar nos critérios de temperatura, umidade relativa, iluminação, ruído, vibração e etc.
  5.  Fluxo de entrada e saída: Tem o objetivo de avaliar um fluxo ideal para o processo operacional, evitando a entrada de contaminantes das áreas mais sujas para áreas as mais limpas.
  6. Layout e disposição dos equipamentos: Além de agilizar o processo operacional, evita obstruções no fluxo de ar, isola áreas críticas, evita a entrada e saída de contaminantes indesejáveis, diminuindo as possibilidades de contaminação cruzada.
  7.  Necessidades do processo: Liquido e gases, vapor, entre outros. Estas informações devem ser passadas à sala com grau de limpeza compatível com a classificação do ambiente.
  8.  Necessidades de manutenção: O projeto deve reduzir a necessidade de entrada na sala limpa, sempre que possível disponibilizar a manutenção através do acesso externo em itens como: luminárias, tubulações, etc.
  9.  Materiais e construção: Devem ser resistentes, duráveis, emitirem baixa quantidade de particulado, lisos, de fácil limpeza. Além de possuir as características necessárias para atender os objetivos da sala de manter a contaminação sob controle.

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Referência:

Sociedade Brasileira de Controle de Contaminação. Guia Para Projetos de Áreas Limpas – Em Acordo com a Norma NRB ISO 14644-4  (São Paulo, 2012).

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