UTAs: A importância da sua eficiência energética

A maior parte das empresas brasileiras não trabalham devidamente a eficiência energética das UTAs, uma vez que não existem normas no Brasil a este respeito.

Mesmo com o aumento no custo da energia e com a crise elétrica, o investimento em UTAs eficientes não está na lista de prioridade das empresas Brasileiras, pois trata-se de produtos caros e pouco produzidos no pais.

A organização europeia (Eurovent)  que certifica a eficiência dos produtos de climatização e refrigeração, considera diversas características para medir a verdadeira  eficiência energética das UTAs. Quando falamos em air handlers para indústrias de  salas limpas, a eficiência energética é muito mais que verificar a potência consumida pelos ventiladores, bancos de resistências e capacidade frigorifica da unidade.

Entre as considerações da Eurovent estão à rigidez mecânica do gabinete e a taxa de vazamento aceitável. Considerando que todo gabinete localizado antes da descarga do ventilador está em pressão negativa, teremos entrada do ar por todas as fretas do gabinete.

Este processo pode acontecer a jusante da serpentina de resfriamento, levando ar quente e úmido após a serpentina, interferindo no controle e aumento de capacidade energética do equipamento.

Outro fator agravante que pode alterar a eficiência energética são os vazamentos que podem acontecer após a descarga do ventilador, que deverão ser  repostos através de admissão do ar externo, trazendo mais problemas, como:

  •  Maior demanda energética na refrigeração, aquecimento ou controle de umidade;
  •  Ausência de soluções apropriadas para problemas de pontes térmicas
  • Risco de projetos mal feitos para vedação dos estágios de filtragem do ar, diminuindo a vida útil dos filtros dos próximos estágios e trazendo perda de carga e maior gasto de energia.

Etiqueta energética europeia

Em janeiro de 2013 a Eurovent em acordo com as normas da união Europeia disponibilizou  a  nova etiqueta energética  para classificar os equipamentos, com o intuito de adotar as mudanças estabelecidas com os testes e resultados obtidos com a aplicação do calculo de eficiência sazonal.

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Etiqueta Eurovent: o mapa da Europa é aplicado para levar em conta a ampla variedade de condições climáticas na Europa. São usadas três zonas climáticas: laranja (mais quente), verde (clima médio) e azul (mais frio)

 Eficiência energética de filtros nas UTAs

No Brasil existe uma atenção voltada para a eficiência energética dos filtros, mais do que outras partes e componentes que compõe uma UTA.

Os filtros possuem um papel importante na economia de energia. Porém, poucas empresas consideram isso ao iniciar um projeto.

A Norma de 2012, NBR 16.101, dispõe em seu anexo F uma sugestão de etiqueta e propõe um método para classificação dos filtros referente ao desempenho energético, bem como, a eficiência na filtragem.  o selo é bem parecido com o selo Procel.

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Selo NBR16.101

A classificação de A (mais eficiente) a G (menos eficiente) é extraída de uma tabela de classificação dos filtros, desenvolvida com base na norma Eurovent  4/11 de 2011, sugerida apenas aos fabricantes.  As normas que o orientam a questão dos filtros no Brasil são a NBR 16.101e a NBR 16.401.

Porém, elas não contemplam a questão da eficiência energética e não há previsão que essa mudança aconteça em curto prazo. O fato de o Brasil não seguir as alterações Europeias é devido a estamos mais alinhados as diretrizes dos Estados unidos, que não possuem metas tão ambiciosas referentes a redução de consumo, quanto a Europa.

Entre tanto, existe uma preocupação em aumentar o número de certificações com foco na sustentabilidade apoiada em seus três pilares (econômico, social e ambiental).

Critérios para UTAs e eficiência

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Fonte: Eurovent
  • Limitar a perda de carga de componentes fixos a <250 Pa: valor sem filtros
  • definir o tamanho da máquina pelo LCC (life cycle cost) – No Brasil, ainda se privilegia o custo inicial
  • selecionar máquinas Eurovent A: pesquisar quais as características; Fabricantes atendem solicitações dos usuários
  • Nível de ruído – impacta em atenuadores
  • condensação de umidade: deve ser controlada; isolamento da máquina; pontos térmicos

Fonte: Revista SBCC. Sociedade Brasileira de Controle de Contaminação. São Paulo. edição Nº 76 – 2015.

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